sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Humberto Parini permanece com o Prefeito de Jales



Nesta sexta-feira, 12 de agosto foi realizada uma  cerimônia no gabinete da Prefeitura Municipal de Jales, esta cerimônia foi marcada pela posse do Prefeito Humberto Parini, que voltou ao cargo após conseguir uma liminar que o mantém no como Chefe do Executivo, ou seja, Prefeito de Jales.

Estiverem no local diversas autoridades, como o Presidente da Câmara de Vereadores Claudir Aranda, a vereadora Pérola, o Bispo Dom Demétrio Valentini, Secretários municipais, funiconários da prefeitura, imprensa municipal, o vice-prefeito Clóvis viola e também registro a minha presença.

O cargo de prefeito que havia sido passado ao Clóvis foi transferindo novamente ao Prefeito Humberto Parini, os discursos durante a cerimônia conduziram em votos de sorte ao Prefeito Humberto Parini, que esclareu também estar passando por uma etapa de muitas dificuldades em sua vida, e que cada uma destas etapas tem sido superadas graças ao incentivo do povo e a força da fé em Deus de que tudo vai melhorar, de que Deus esta a frente de cada situação e que esta administração ficará marcada na história da cidade de Jales como uma das melhores.

Nossa cidade tem obtido diversas conquistas a última o convênio em R$ 8 milhões de reais para recapeamento das ruas de nossa cidade, o pagamentos da dívida com a família Jalles, sem contar que ainda temos a conquista do Hospital do Câncer, diversos novos postos de saúdes criados nesta gestão que são os ESF's, a preparação em recursos materiais e humanos das Creches para receber o filhodo trabalhador, a filha da trabalhadora, temos a ETEC, FATEC, UAB - Universidade Aberta do Brasil que abriga vários cursos como: Agricultura Familiar, Educação Musical, Gestão Pública, Fisica, Engenharia Ambiental, Matemática, Pedagogia, Letras e agora o mais novo que é o curso de Sistemas de Informação. Além também dos cursos de Pós Graduação que já existe também na Universidade Aberta do Brasil, são cursos gratuítos.

Jales vai seguir mudando!

Fonte: www.luisespeciato.blogspot.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PT quer invertigação de contratos com a Sabesp



Os deputados do PT João Paulo Rillo, líder da Minoria na Assembleia Legislativa de São Paulo, e Luiz Claudio Marcolino, vice-líder da Bancada do PT, protocolaram representação no Ministério Público Estadual e no Patrimônio Público e Social da capital solicitando apuração de possível irregularidade, ilegalidade e improbidade na conduta dos responsáveis pela Sabesp em contratos que somam R$58 milhões com três consórcios controlados pela Hydrax Saneamento de Tubulações Ltda, Camp Saneamento de Tubulações Ltda. (ex-Camp Jato Limpeza Técnica Ltda), e seu dono e representante, Gregório Wanderley Cerveira.
De acordo com reportagem publicada pelo Jornal da Tarde em 11 de julho com base nos diálogos gravados e constantes do relatório do Ministério Público Estadual, Gregório Wanderley Cerveira, um dos presos por ocasião da operação desencadeada em Campinas, e João Thomaz Pereira, então diretor de uma de suas empresas, “mostram-se preocupados com a possibilidade de notícias sobre o envolvimento nas denúncias de irregularidades em Campinas ‘contaminarem’ contratos com a Sabesp”.
Para os promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas, a preocupação constante de Cerveira e Thomaz para não incriminar a Sabesp “é um indício de ilicitudes nos contratos com a empresa”.
Já reportagem publicada pelo jornal O Estado de SP em 27 de maio destaca nomes de políticos ligados ao PSDB que foram citados nas escutas:
No dia 11 de abril, às 9h27, Mayer fala com ‘homem não identificado’, segundo a promotoria. Esse interlocutor sugere que Edson Aparecido, secretário de Estado de Desenvolvimento Metropolitano, José Henrique Reis Lobo, ex-presidente do Diretório Municipal do PSDB em São Paulo, e o deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP) estariam "intercedendo" nos negócios de outro empresário, José Carlos Cepera, apontado como líder do grupo que teria desviado R$ 615 milhões do Tesouro.
O Ministério Público não investiga os tucanos. Mas registrou a menção aos nomes na página 266 do relatório de inteligência que deu base para a Justiça decretar a prisão temporária de 20 suspeitos, entre eles Mayer e Cepera. Os políticos negam categoricamente relacionamento com os empresários. Eles se declararam indignados.”
“Com base nessas informações, solilcitamos o aprofundamento das investigações quando há, no relato do jornalista Fábio Serapião,  tendo por base os diálogos gravados, de um lado, preocupação extrema dos interlocutores com a ´contaminação´ de outros contratos, nos quais Cerveira tem participação direta, principalmente nos contratos celebrados com a Sabesp; de outro lado, a afirmação constante do relatório do Ministério Público Estadual de que, com base nos diálogos, pode-se ´concluir pela possível existência de outros contratos fraudulentos´, que `deverão ser investigados no momento oportuno´. Contudo, em relação a este momento oportuno, a notícia do jornal de 27 de maio de 2011, que teve acesso a íntegra do processo do Gaeco é taxativa:  `O Ministério Público não investiga os tucanos´”, afirmam dos deputados João Paulo Rillo e Luiz Claudio Marcolino.
Eles também pedem que a Promotoria do Patrimônio Público solicite ao Tribunal de Contas do Estado de SP a instauração de acompanhamento da execução dos contratos, em razão de indícios de irregularidades já apontadas  pela assessoria técnica do tribunal, além da investigações criminais por parte do MP.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Governo impede que Legislativo cumpra a função de fiscalizar



São graves os problemas que envolvem os paulistas. Fraudes nos hospitais, transtornos no Metrô, preços dos pedágios e transbordamentos do Tietê encabeçam a lista de 2011. São temas recorrentes nas conversas de rua, na polícia, no Ministério Público, nos tribunais. Só não chegaram ainda à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde estão devidamente instalados os 94 representantes eleitos e pontualmente remunerados pelos paulistas. A causa não é o recesso iniciado nesta segunda-feira, cem dias após a posse dos novos eleitos. Então, o que impede o legislativo paulista de se envolver nos temas da maioria dos cidadãos?
A política no sentido menos nobre da palavra, admitem muitos deputados. Por causa dela, em vez de fiscalizar e propor mudanças, a Alesp funciona a cada dia mais como um anexo do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. É normal que os interesses dos governos que compõem maioria predominem nos legislativos. No Brasil, o fisiologismo nas bancadas é corriqueiro. Mas no caso de São Paulo, onde a oposição detém 30% das cadeiras, o que se vê é uma série de mecanismos que transformam a Alesp em uma espécie de chancelaria governamental. A oposição afirma que tenta, mas não consegue romper a blindagem em torno de temas considerados críticos pelo Palácio dos Bandeirantes.
Vitorioso nas cinco últimas eleições estaduais, o PSDB é apontado pela oposição como o articulador de mecanismos que dificultam a independência legislativa. No atual governo, de Geraldo Alckmin, a situação teria se acentuado, por causa de uma crise interna na própria bancada, o que as lideranças tucanas negam. O presidente da Alesp, Barros Munhoz, afirma que a Casa só não mergulhou nos problemas citados porque outras instituições, como o Tribunal de Contas do Estado e a polícia, fazem esse trabalho. Ele avalia ainda que o esvaziamento das funções legislativas se dá em todo o País, desde a Constituição de 1988. “Essas críticas são da oposição, que é minoria aqui. Nas democracias, o que vale é a maioria”.
Mas não se trata apenas da oposição. A falta de envolvimento da Alesp tem incomodado a própria base do governo, pressionada por parte de seu eleitorado. Sob condição de não ter os nomes divulgados, deputados da base de apoio ao governo reconhecem e também reclamam: “O governo apequena a Assembleia. Aqui o debate é proibido. Exercer o poder fiscalizatório também é absolutamente vedado. Eu acho eu isso é ruim para todo mundo, as nossas bases não gostam disso e fica até feio para o governo”, resume um deles.
Para se ter uma idéia dos mecanismos, só têm sido aprovados os projetos de lei que o Colégio de Líderes consegue chancelar antes, junto ao governo. As bancadas elegem suas prioridades, os líderes levam ao Colégio e de lá é definida uma consulta aos órgãos do executivo envolvidos no tema. “Para evitar que o governo tenha que se desgastar com um veto, o projeto de lei nem entra em cena. O líder do governo leva o projeto para a área do governo envolvida e retorna dizendo se há ou não acordo, as mudanças necessárias etc. Assim, quem legisla de fato é o executivo. Somos meros despachantes”, reclama o líder do PT, Enio Tatto.
“Eu também não concordo com esse mecanismo. Só que o que acontecia antes era uma chuva de vetos. Então temos um acordo para consultar o governo antes”, admite o líder do PSDB, Orlando Morando. “Não há uma subordinação ao governo. O que fazemos é uma tentativa de consenso”, reage o líder do governo, Samuel Moreira (PSDB). Para ele, o fato é que o regime presidencialista, aplicado no Brasil, “estabelece uma liderança natural do executivo”.
Fiscalizar é a função legislativa mais esquecida em São Paulo. Há quase duas décadas as administrações tucanas não enfrentam uma CPI.  As comissões de inquéritos aprovadas na Casa envolvem temas tão irrelevantes que parte delas foi barrada pelo Tribunal de Justiça neste ano. Mas não é apenas por compor a maioria que os governos barram as investigações. O episódio deste ano é auto-explicativo acerca dos mecanismos. Para evitar que a oposição protocolasse pedidos de CPIs, como sobre os pedágios e as enchentes no Tietê, a base montou uma estratégia primária: registrou pedidos de CPIs infundados e desconexos com o governo, como a CPI da Dentadura, que investigaria os serviços de implantes dentários, ou a CPI dos Cachaceiros, que apuraria o consumo abusivo de álcool pelos cidadãos paulistas, para superlotar o protocolo e barrar as investigações que envolviam o governo.
As Comissões de Inquérito da Assembleia têm de funcionar em ordem cronológica, de acordo com a chegada do pedido ao protocolo. Em 16 de março, um dia após a posse, o PT tentou registrar, antes do PSDB, o pedido para a CPI dos Pedágios. Barros Munhoz entendeu que uma assessora do PSDB havia chegado antes. Após um impasse que durou mais de dez horas, a presidência da Assembleia deu à funcionária tucana o primeiro lugar na fila. E como ela tinha 11 pedidos de CPIs para protocolar, fechou a possibilidade de a oposição cadastrar pedidos nos período legislativo. Ao anunciar a decisão, na época Munhoz reconheceu que falta detalhar os critérios para o protocolo. Segundo avalia atualmente, “aqui não se inibe CPIs, como o governo do PT faz na Câmara e no Senado”.
O governo estadual também tem alterado sua estrutura sem consultar o Legislativo. “É tanta submissão e a hegemonia é tão grande, que se esqueceram da lei. Não poderiam, por exemplo, mudar a Corregedoria da Polícia sem consultar a Assembleia, isso é inconsticional”, reclama o deputado Edinho Silva, presidente do PT paulista. Para ele, os métodos desfavorecem o próprio governo, além de provocar o esvaziamento da agenda, “pois quando a Assembleia deixa de dialogar com a sociedade, ela fica à margem, o que é ruim para o Legislativo e também para o executivo”. Segundo avalia, se o governo abrisse os debates, poderia até dividir desgastes com o Legislativo ou obter blindagens políticas para problemas pontuais. Se não barrase CPIs, poderia agir para modificar modelos, como no caso dos pedágios. Edinho exemplifica: “No caso das fraudes médicas, por exemplo, todos sabemos que não se tratam de fraudes do governo, mas problemas de um modelo que precisa ser modificado. Não é tudo que é contraponto para a oposição. Mas aqui esse debate não acontece”.
Não há sinal de mudanças na Alesp. Ao contrário. Está em curso uma crise interna, que tem acirrado ainda mais o centralismo. Segundo admitem lideranças tucanas, Alckmin é ainda mais centralizador que o antecessor, José Serra. “Digamos que a diferença entre Alckmin e Serra é que temos uma continuidade sem continuísmo”, define Morando, antes de concluir: “Na verdade Alckmin é um pouco mais centralizador que Serra”.
Na realidade, Alckmin montou e governo e articulou  a base aliada em plena sangria política da feroz disputa com Serra. Para complicar, seus escolhidos para fazer a articulação política na Casa receberam uma fatura de 90 milhões de reais em emendas de 2010 que ainda não foram pagas. E a conta envolve ao menos 70% dos deputados da base, que foram reeleitos para este mandato. Essa é uma das justificativas para o estado atual de pequenas fissuras e descompassos no batuque tucano da Assembleia. “Não é esse o problema. O fato é que o próprio PSDB está dividido dentro da Casa e com isso a base fica sem interlocução com o governo”, afirma um aliado.
Não há, porém, sinal algum de rebelião na base. Apenas pressões sutis, como falta de quorum, que têm permitido manobras da oposição para viabilizar emendas em projetos. Afinal, Alckmin não fez economia para manter a hegemonia do PSDB na Assembleia, Para se ter uma idéia, quase todas bancadas da base aliada hoje têm secretarias ou setores importantes no governo Alckmin: PPS, PSB, PP, PMDB e PV, além do DEM, PTB que já vêm contemplados desde Serra. Os outros aliados, como PR, PDT e PRB também têm mais cargos que na gestão anterior, segundo uma liderança tucana.
“Não reclamamos mais de cargos, mas o fato é que o governo tem dialogado pouco e pressionado muito para barrarmos a oposição, só por política. Mas não está pegando bem ficar tão longe das discussões da sociedade, isso pode nos custar muito caro, porque a política está mudando, as pessoas estão cobrando mais”, explicou um deputado da base. Talvez, para os paulistas, o custo também esteja alto, inclusive do ponto de vista financeiro. Para este ano, o Orçamento chega a 680 milhões de reais. Cada deputado consome por mês, em média, 139 mil reais (20 mil reais de salário, 24 mil reais de verbas extras para as despesas e 95 mil reais para custear os assessores).

Fonte: revista Carta Capital / PTALESP

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ministra Gleisi Hoffmann desmente revista Veja




Sr. Lauro Jardim
Editor da Coluna Radar
Revista Veja

O apartamento que possuo em Curitiba tem menos de 190 metros quadrados de tamanho e não 412 metros, como afirma nota divulgada hoje, 25, no Radar on-line. Há outros erros na nota. A saber: diferentemente do que informa Lauro Jardim, a lei não permite, mas DETERMINA que o valor declarado ao Imposto de Renda seja o de compra. Assim, o apartamento, que adquiri em 2003, tem sido declarado pelo valor de compra desde a declaração de 2004. Sobre o valor de R$ 900 mil, citado na nota: é claro que meu apartamento valorizou-se nestes oito anos após a compra, mas, se Lauro Jardim ou o corretor que, diz ele, avaliou o imóvel, desejarem comprá-lo por este preço, podemos conversar.
Gleisi Hoffmann

Fonte: PT.org.br

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Taxa de desemprego para o mês de maio é amenor em nove anos, aponta IBGE



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira que a taxa de desemprego foi estimada em 6,4%, a menor para o mês de maio desde o início da série (março de 2002) e igual ao resultado apurado em abril. Em comparação a maio de 2010 (7,5%), a taxa recuou 1,1 ponto percentual.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
A população desocupada (1,5 milhão de pessoas) não apresentou variação em relação ao mês anterior. Frente a maio do ano passado, apresentou queda de 13,7% (menos 242 mil pessoas a procura de trabalho). A população ocupada (22,4 milhões) apresentou estabilidade em comparação com abril.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (10,8 milhões) permaneceu estável frente a abril. Porém, na comparação anual, houve uma elevação de 6,7%, representando um adicional de 676 mil postos de trabalho com carteira assinada.
O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.566,70, o valor mais alto para o mês de maio desde 2002) apresentou alta de 1,1% na comparação mensal e de 4,0% frente a maio do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 35,5 bilhões) ficou 1,6% acima da registrada em abril e cresceu 6,6% em relação a maio do ano passado. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 35,3 bilhões) estimada em abril de 2011 subiu 1,5% no mês e 6,9% no ano.

O recorde, na avaliação dos deputados Rui Costa (PT-BA) e José Mentor (PT-SP) deve-se à capacidade da equipe econômica do governo Dilma de manter a inflação no centro da meta prevista. "Este excelente resultado, mostra que há uma tendência muito maior de crescimento para o segundo semestre. Os indicadores econômicos mostram uma queda da inflação, com previsão de reaquecimento da economia", destacou Rui Costa. O parlamentar chamou atenção para a interiorização do emprego no país, resultante dos programas de incentivo ao crédito e das políticas de distribuição de renda do governo.
Para o deputado José Mentor, além do controle da inflação, as medidas macro prudenciais adotadas pelo governo para evitar a contaminação da economia brasileira pela crise que se estende pela comunidade Europeia também contribuiu muito para o crescimento do emprego no país. "O governo da Dilma conseguiu encontrar um equilíbrio entre controle da inflação com crescimento econômico. Este equilíbrio é resultado do conjunto de medidas preventivas adotadas no país, como a redução do prazo para o acesso ao crédito, reajuste de alguns impostos relacionados à entrada de investimentos no país, entre outros. Por tudo isso, o Brasil está se preparando para um novo salto de desenvolvimento mundial", afirmou.
Com agências e site PT na Câmara

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Servidores estaduais da saúde paralisarão dias 15 e 16 de junho



Trabalhadores estaduais da saúde de São Paulo, em campanha salarial, decidiram paralisação de 48 horas nos dias 15 e 16 de junho em protesto contra o descaso do governo Alckmin que até o momento não apresentou proposta decente de aumento salarial.
A data base da categoria é 1º de março. O SindSaúde-SP enviou a pauta de reivindicações ao governo do estado em janeiro. Somente no dia 29 de março, o secretário estadual da Saúde, Giovanni Cerri, sob pressão dos trabalhadores da saúde, que realizavam no mesmo dia um ato em frente à
Secretaria da Saúde (SES), recebeu a Comissão de Negociação do Sindicato.
Sobre o 1º ponto da pauta – 26% de aumento salarial -, o secretário informou que não há verba para aumento. Após diversas reuniões, a Secretaria apresentou ao Sindicato uma proposta de aumento no prêmio de incentivo
(gratificação recebida por parte da categoria) de até R$ 39,00 que representam de 1% a 4,86% no salário.
Os trabalhadores avaliaram a proposta indecente e decidiram pela paralisação dias 15 e 16 de junho e construção da greve, caso o governo do estado não atenda as reivindicações da categoria.
Para organizar a paralisação nas unidades estaduais de saúde, o SindSaúde-SP está divulgando um boletim aos trabalhadores e uma carta aberta à população.

fonte: SindSaúde

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Secretário admite omissão no tratamento de dependentes químicos e pacientes com câncer


Em reunião da Comissão de Saúde, o secretário estadual responsável pela pasta, Giovanni Guido Cerri, admitiu os anos de omissão do governo com relação aos dependentes químicos.  Ao expor o plano da secretaria para a área, afirmou: “nós temos um longo caminho a percorrer no tratamento dos doentes mentais e dependentes químicos. Temos que fazer um esforço para recuperar o tempo perdido”.
O secretário também falou sobre a precária estrutura de atendimento a pacientes com câncer no Estado. “Pacientes de Presidente Prudente viajam cerca de 400 km para se tratar”, admitiu o secretário, ao mesmo tempo em que garantiu que a situação irá mudar. Mas a deputada do PT Telma de Souza questionou: “Com 40% dos mamógrafos do Estado com baixa resolução, como ter um plano efetivo de combate ao câncer?”
A situação das santas casas no Estado, a maioria delas deficitária, foi outro tema abordado.  Essas entidades filantrópicas são responsáveis por 50% do atendimento no Estado. O deputado do PT Gerson Bittencourt convidou o secretário para acompanhar uma reunião no dia 28 de junho, às 10h, da Frente Parlamentar que investiga o funcionamento das santas casas, que Bittencourt integra. O deputado disse que a próxima atividade da frente será sugerir melhorias para a inadimplência das santas casas.
Bittencourt também cobrou do secretário aplicação adequada dos recursos da saúde, sem “jogo contábil”; construção de mecanismos efetivos de gestão; agilidade, controle e transparência na distribuição de medicamentos; política de prevenção; e a inclusão dos acidentes de trânsito nas políticas públicas de saúde.
O deputado Edinho Silva sugeriu que o estabelecimento de metas norteie o modelo de remuneração do SUS. “Temos que construir alternativas para respondermos às demandas da sociedade aos problemas na gestão do SUS”, afirmou o deputado do PT.
O deputado ainda questionou o modelo dos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades). “Penso que é um programa interessante. Mas, hoje, essas unidades fazem uma sobreposição com as estruturas municipais. Seria mais barato e eficiente o governo do Estado fortalecer as estruturas já existentes nos municípios, integrando às ações da rede básica. Ou ainda que os AMEs pudessem ser administrados pelos municípios e integrados aos programas de saúde básica já existentes”, disse.
Sobre os investimentos do Estado na Saúde, a deputada Telma de Souza afirmou que de 2001 a 2010 o governo deixou de aplicar R$ 4,5 bilhões. Apenas entre 2006 e 2007, R$ 2,1 bilhões deixaram de ser investidos.
Salários
A baixa remuneração dos profissionais da Saúde e a falta de um plano de carreira foram levantadas por vários integrantes da Comissão.
De acordo com o SindSaúde-SP, o último reajuste foi em julho de 2008. Os trabalhadores reivindicam um aumento de 26%. Ainda segundo o sindicato, um médico do Estado recebe em média  R$ 1.559,25, bem abaixo dos salários pagos por muitas prefeituras, como a de São Bernardo do Campo. Um médico desse município recebe, em média, R$ 4.862,98.

Fonte: PTALESP

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Desvio de dinheiro da Saúde: fundação que administra InCor tem que devolver R$ 50 milhões ao SUS




Decisão da 9ª Vara Federal Cível de São Paulo condena a Fundação Zerbini, que administra o Instituto do Coração de São Paulo (InCor-SP),a ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) em R$ 49,6 milhões.

Segundo o Ministério da Saúde, a condenação ocorreu porque a fundação não aplicou corretamente as verbas do convênio feito com o SUS, na década de 1990. O dinheiro deveria ser usado no desenvolvimento de ações de saúde e implementação do SUS no hospital, mas, segundo os auditores do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), as despesas registradas na prestação de contas não batiam com a finalidade do repasse dos recursos.
Auditoria revelou que governo paulista desviou recursos da Saúde para o mercado financeiro
No início de 2010, já havia sido denunciado que o governo do Estado aplicou recursos do SUS no mercado financeiro.
Investigação do Denasus revelou que o desvio serviu ao chamado ajuste fiscal e a manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais - de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a população.
A denúncia coincidiu com o Diagnóstico da Gestão Tucana em São Paulo, elaborado pela Bancada do PT, que também apontou o fato de que o dinheiro que deveria ser aplicado no sistema de saúde paulista é desviado para outros programas e também para o mercado financeiro.
A descoberta dos auditores desmontou discurso do então governador José Serra, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do país.
Segundo dados da auditoria do Denasus, dos R$ 77,8 milhões do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, R$ 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, R$ 12,2 milhões a programas de gestão, R$ 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e R$ 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas.
Ainda em São Paulo, o Denasus constatou que os recursos federais do SUS, tanto os repassados pelo governo federal como os que tratam da Emenda nº 29, são movimentados na Conta Única do Estado, controlada pela Secretaria da Fazenda. Os valores são transferidos imediatamente para a conta, depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED). "O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes", registraram os auditores.
Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo paulista deixou de aplicar na saúde, apenas nos dois exercícios analisados, um total de 2,1 bilhões de reais. Destes, R$ 1 bilhão, em 2006, e R$ 1,1 bilhão, em 2007. Apesar de tudo, os governadores Geraldo Alckmin, em sua primeira gestão (2003-2006) e José Serra (2007-2010) tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

*com informações da Agência Brasil e Carta Capital

quinta-feira, 2 de junho de 2011

SARESP: números “trágicos” também nas escolas técnicas


A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo voltou a anunciar números do Saresp. A realidade é trágica. Jovens que cursam o 3ºano do Ensino Médio têm conhecimento correspondente ao que aprendeu uma criança de 10 anos.

Mas a grande novidade diz respeito às escolas técnicas. Sempre presente nos primeiros lugares das avaliações do SARESP, elas sofreram, neste ano, um rebaixamento em sua avaliação.  Podemos afirmar, sem medo de equívoco, que a atual situação dessas unidades - com os baixos salários, a ‘evasão’ de professores, a ausência de uma carreira estimulante e a falta constante de investimentos na área - tem levado a um deterioração do ensino técnico,  que agora se revela nessa avaliação.

A avaliação de Língua Portuguesa caiu de 329,2 para 316,8. Em Matemática foi de 340,7  para 322,5. Além disso, cresceu o número de alunos com rendimento insatisfatório. Em Português, de 4,4% (2009) para 9,1% em 2010.

Caiu também o número de alunos com rendimento no nível avançado: de 14,2% para 5,1%. Os alunos que terminaram o curso também apresentaram rendimento totalmente insuficiente: no ano anterior o percentual foi de 12,9%  e neste ano 19, 2%.

A categoria que decretou greve no últim dia 13, lutando para obter melhores condições de salário e de trabalho, luta também para a manutenção da qualidade de ensino nas escolas técnicas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Estado tem ação tímida no combate ao crack e ainda erra utilizando figura do Saci



Segundo o Observatório Nacional do Crack, a droga avançou em 98% das cidades brasileiras. Dados do Ministério da Saúde apontam 600 mil usuários da droga no país. Estimativas são de que o consumo do crack leve cerca de 300 mil pessoas à morte nos próximos seis anos.
Apesar da gravidade da situação, o governo de São Paulo não tem políticas públicas efetivas nessa área. Dos 520 municípios paulistas consultados pela Confederação Nacional dos Municípios, apenas dois disseram que contam com apoio do governo estadual.
Em uma tímida e equivocada iniciativa, o governo paulista distribuiu na semana passada mil panfletos que alertam usuários de crack sobre os perigos da nova droga óxi e utiliza uma imagem do personagem Saci, de cachimbo na boca, desenhada pelo cartunista Ziraldo.
Ziraldo desconhecia o contexto em que o desenho de seu Saci foi usado, segundo seu agente, Mario Gasparotti.
"O estúdio jamais liberaria um trabalho desses. Ziraldo nunca autorizaria o uso do Saci nesse contexto, fazendo essa relação [entre o cachimbo e o crack]", afirmou ele.
O agente disse que pedirá a retirada do Saci do material.
O governo informou que, se houver o pedido, vai retirar o desenho dos panfletos.
"A associação é infeliz, pois o Saci é uma figura simpática", afirma o historiador Jaime Pinsky sobre o personagem do folclore brasileiro.
Para o coordenador do Grupo de Estudos do Álcool e Drogas da USP, Arthur Guerra, "a secretaria tem de informar, que é a função dela, mas tem de saber atingir o público-alvo, onde ele está e com a linguagem dele", diz.
Ontem, cerca de 300 usuários de crack lotaram a praça Julio Prestes, no centro, após dois prédios que eram usados por eles para consumir a droga serem lacrados. Lá, o panfleto não foi distribuído.
Com informações do jornal Folha de S. Paulo

Fonte: PTALESP