sexta-feira, 30 de julho de 2010

CQC: Originalidade na expressão do senso comum


Volta e meia aparece uma "novidade" na TV, pretensamente original, imparcial, inteligente. Particularmente, poucas vezes vi uma promessa dessas se confirmar.

Na TV Band, o CQC apresentou-se com essa embalagem: formato inovador, repórteres-comediantes, abordagens interessantes para temas conhecidos. Mas, parece-me - e posso estar enganada por não ser uma telespectadora assídua -, recorre a elementos já bem conhecidos do grande público para consolidar sua audiência. Acaba, portanto, tentando fazer o novo a partir do velho. Uma contradição em termos?

No programa de ontem, houve uma mensagem de saudação à aprovação, na Argentina, do reconhecimento do casamento gay. Um repórter foi às ruas mostrar que o preconceito é firme e forte. Outra repórter entrevistou celebridades que, esboçando alguma contradição ou não, felicitaram a decisão de nossos hermanos, em defesa da livre orientação sexual. Porém, entre um quadro e outro, ou dentro de cada quadro mesmo, as piadas que desqualificam os homossexuais - como imputar ao outro o qualidade de "viado" numa tentativa de diminuí-lo, de afirmar que ele é inferior - continua dando o tom. Uma contradição em termos?

Outra. No início do programa, Marcelo Tas fazia o discurso democrático da necessidade de dar espaço a todos os candidatos que disputam a presidência da República. Para demonstrar que pratica o que prega, a repórter Mônica Iozzi entrevistou, entre outros, o candidato do PCB, Ivan Pinheiro.

Talvez a jovem repórter não faça ideia de que falava com o representante de um partido de quase 90 anos. Partido que fez parte dos principais momentos da história do Brasil nesse período, e que expressa uma tradição internacional importante. Ivan Pinheiro e o PCB foram apresentados ao lado de Eymael e Levyr Fidelix, caricatos por opção, não simplesmente por abordagem da imprensa.

A repórter destacou 3 pontos da plataforma de Pinheiro: controle social da mídia, regulamentação do sistema financeiro e a defesa de um sistema político unicameral. Referiu-se a esses temas, em especial, aos dois primeiros, como questões ultrapassadas ou malucas mesmo. O fato de o candidato ter poucos segundos para falar de qualquer um desses temas deu um tom geral de deboche, de mundo da lua.

Talvez ela - e o programa - não faça ideia de que se tratam de temas muito discutidos e aprofudados pela esquerda brasileira. Propostas reais e exequíveis, que, infelizmente, não contam com tempo na grande mídia, que discorda politicamente delas, para serem apresentadas e disputadas.

O CQC, portanto, engrossou a mesma ladainha de que controle social é censura, e que moderno mesmo é a "livre" circulação de capitais, "livre" mercado, "livre" especulação. Mostrou ignorar que qualquer processo democrático que se preze (e nem precisa ser muito de esquerda para ver) inclui um marco regulatório para a atividade da imprensa, e o contrário disso sim é que é ditadura - a ditadura da mídia, dos poucos que a possuem. Não aceitou debater a existência de um Senado, essa Casa que remete aos imemoriais tempos imperiais, e cuja atuação, não raro, é motivo de vergonha para alguns homens e mulheres sérios que ali tentam trabalhar.

O CQC tratou o candidato Ivan Pinheiro como qualquer outra emissora de TV que finge que sua candidatura não existe. Contradição?

E, assim como todo veículo da grande imprensa, reforçou um rótulo de que a esquerda é jurássica, autoritária e até engraçada por isso. O que tem de novo?

Ah, sim. A vontade de fazer tudo isso parecer original.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A NOVELA VOLTOU, NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!





Depois de uma espetacular largada, Felipe Massa que largou em 3º Lugar, pulou a frente de Fernando Alonso e Sebastian Vettel assumindo assim a liderança do GP da Alemanha. Felipe Massa segurou a posição após a troca de pneus enquanto os seus ainda estavam frios. Durante 3 voltas resistiu bravamente aos ataques do seu “companheiro” o espanhol Fernando Alonso. Após isso, a corrida se normalizou e Felipe Massa abriu uma certa distância do seu companheiro de equipe, e tendo mais tranqüilidade para pilotar e também poupar os pneus e o combustível do carro.

A corrida de Felipe Massa estava em suas mãos, ele que antes da corrida falou em dedicá-la para um Tio seu que havia falecido. Com isso ele estava cumprindo sua promessa e homenageando o saudoso tio, mais o que ele não esperava é que uma novela que ele já tinha visto no GP de Áustria de 2002, quando que a Ferrari havia pedido para que Rubens Barrichello cedesse a posição para o então “companheiro” de equipe Michael Shumacher e graças ao modo que Rubens Barrichello cedeu sua posição, na reta final onde levaria a bandeirada de campeão, hoje esse tipo de situação é regulamentada no regulamento da Formula 1. Nenhuma equipe pode interferir no resultado da corrida, afinal as equipes estão competindo e no caso de Barrichello e Massa, as equipes não teriam perdas no sistema de pontuação, pois a ordem dos fatores não mudaria o valor do produto final que são os pontos da equipe. Mais não foi isso que aconteceu, na 49ª volta vem do rádio da equipe Ferrari a mensagem: “Alonso está mais rápido do que você, você confirma que entendeu a mensagem?”, um silêncio domina o rádio da Ferrari vindo por parte de Felipe Massa que em seguida na próxima volta deixa claramente Fernando Alonso passar. A evidência deixada, é que dentro da própria equipe já existe um favoritismo, existe a escolha de um primeiro piloto. O que já nos deparamos muito antes, é que já existia os segundos pilotos, mais a formula 1 esta saltando para haver a competição entre pilotos de uma mesma equipe também. Acidentes podem acontecer de fato entre eles, mais é parte do jogo da velocidade, se uma equipe tem a superioridade na velocidade em relações as outras, e escolhe o seu primeiro piloto a quem sempre dará preferências, quem será capaz de brigar por um campeonato mundial de pilotos se não seu próprio companheiro de equipe que tem o mesmo material nas mãos?.
Após uma reunião e discussões entre os comissários do GP da Alemanha, a Ferrari foi multada e considerada culpada. A multa aplicada pela FIA a Ferrari, tem o valor de US$ 100 mil dólares, por ter considerado realmente que a Ferrari feriu os artigos 39.1, que proíbe ordens de equipes, e 151c, que praticou a atitude antidesportiva que suja a imagem do esporte. O caso será julgado efetivamente em uma reunião extraordinária do conselho mundial da entidade, sendo assim o resultado da corrida está sub júdice, ou seja, ainda poderá haver as trocas de posições no resultado do GP da Alemanha.
Para mim uma multa de US$ 100 mil para um esporte onde os investidores e patrocinadores investem muito é pouco, pois isso pode ser recuperado em pouco tempo, pois uma vitória e inserção de um piloto na briga novamente do campeonato significa mais investimentos para a equipe e para o próprio piloto. O valor de quebras de regulamentos assim deveria ser um valor que um equipe não tivesse coragem de fazer para o bem do esporte e de uma competição sadia.

Essas atitudes de como Barrichello e Massa deixaram, mostra claramente seus “companheiros” de equipe passarem, e mostram que houve interferência da equipe e isso é uma excelente contribuição para o próprio esporte da Formula 1 e que sem dúvida beneficiará o próprio esporte e seus valores.

Em uma entrevista concedida ao final da corrida massa falou que gostaria de ter vencido, e assim como Barrichello na corrida da Áustria sem dúvida alguma os grandes vitoriosos foram vocês. Primeiro por mostrar trabalho e mostrarem que tinha chances concretas de serem os grandes vencedores de cada prova e segunda pela forma inteligente de mostrar essas atitudes antidesportivas dentro da própria equipe de uma forma clara e transparente para todo o mundo. O por que pilotos se limitam a aceitar essas ordens de uma equipe?. Isso é simples, é uma causa contratual, em que o piloto é o funcionário da equipe e tem que obedecer as suas ordens, mesmo que insatisfeito com elas. Eu vejo alguns comentaristas falarem que o próprio Massa tem a sua parcela de culpa e acho que isso é bobeira, pois falar sem sentir na pele o que é estar ali dentro é fácil. Felipe Massa não vai desacatar uma ordem da equipe e não vai se queimar futuramente dentro da própria Ferrari por causa de um lugar no pódio em que visivelmente para todo o mundo ele foi o grande vencedor.

Agora esperamos da FIA uma punição mais severa, espero que o presidente da FIA, o senhor Jean Todt seja severo nas punições, espero eu que não venha interferir nas sentenças por ele ter estado dentro da equipe Ferrari. A própria aceitação de culpada é a própria desistência da Ferrari em recorrer a multa. A declaração do piloto Michael Shumacher, mal vista por todos e que não seria surpresa é ele falando que faria exatamente a mesa coisa. Mais logicamente ele responderia isso, pois quantas vezes não foi beneficiado com essas trocas de posições que quando não eram visíveis e audíveis via rádio, eram muito bem calculadas nas paradas nos boxes para trocas de pneus e reabastecimentos.

Esperamos que o final dessa história mude, e que o preço desta multa seja mais elevada para inibir realmente que uma equipe venha a fazer esse jogo sujo e que venha alterar o resultado de uma corrida. Afinal esses tipos de atitudes apenas vem sujando a imagem da formula 1. E a falta de coragem para punir rigorosamente essas atitudes vem a contribuir para que elas ainda possam acontecer de um jeito ou de outro dentro da Formula 1.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eleições no Estado de São Paulo





As eleições já começaram, e tudo gira em torno da eleição presidencial, são rádios, jornais, televisão e sites voltados para ela. Toda a mídia esta focada na eleição presidêncial de 2010, pelo menos no estado de São Paulo o peso esta muito maior na eleição presidencial. Mais porque a eleição de Governador em São Paulo, não esta pegando fogo como antes? Porque os debates na televisão entre os candidatos ainda não começaram?

Estamos a praticamente apenas dois meses das eleições, e ainda não se deparamos com um bom debate  na mídia no Estado de São Paulo. Será que a  mídia tem interesse em prolongar o maior tempo possível esses debates na televisão. Vimos em algumas pesquisas já realizadas, que muitos eleitores estão indecisos em quem votar para Governador. Estão indecisos pois não conseguiram ainda acompanhar todas as propostas dos candidatos  ao  governo e as vezes  essas  pessoas tem apenas a televisão como o meio mais acessível para se atualizar sobre um tema tão importante que é as eleições.

Nós militantes do PT queremos ver o mais rápido possível esses debates, pois é através deles que surge o compromisso e a apresentação de como será administrado o Governo do Estado de São Paulo. O momento é histórico para o PT em São Paulo, uma aliança de vários partidos, os paulistanos com esperança buscam uma mudança, os servidores públicos estão insatisfeitos,  professores, agentes da saúde, policiais, todos buscando uma melhora para suas classes, para o sistema que esta ultrapassado.

Fico pensando por que ainda não aconteceram estes debates que já estão ocorrendo em outros estados, e a única resposta que vem a minha cabeça é que isso é proposital, pois  o candidato do PSDB, tem tendência a cair  muito cedo como aconteceu na última eleição. Vem a cabeça que esta é uma manobra de blindar um candidato para que ele não se desgaste junto com a administração de 16 anos do PSDB no Estado de São Paulo.

Nós militantes do PT, devemos levar o mais rápido possível todas as propostas do nosso candidato Aloizio Mercadante para as ruas, para a sociedade, para todos que tem esperança que São Paulo irá mudar. E essa mudança  será feita, assim como o povo confiou no Presidente Lula e deu oportunidade para o Brasil. São Paulo também terá essa oportunidade de ser bem administrada.

Vamos as ruas companheiros, pois é chegada a hora de levar o sorriso e a esperança para todos os paulistanos.

Por: Hilton Marques

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Real da miséria e a miséria do Real

O real da miséria e a miséria do Real

Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). Os números desmentem categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos. O artigo é de Antônio Lassance.

Antonio Lassance (*)
Data: 20/07/2010

O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria.

Antes de mais nada, é preciso dar os devidos créditos. O gráfico tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), colhidos, organizados e divulgados pelo IBGE. São sistematicamente trabalhados pelo IPEA, que tem grandes estudiosos sobre o tema da pobreza, assim como pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas-RJ.

Graças a esses estudos se pode, hoje, visualizar se estamos avançando ou retrocedendo; se o Brasil está resgatando seus pobres ou produzindo quantidades cada vez maiores de pessoas que ganham menos que o estritamente necessário para sobreviver; gente que se encontra sob situação de insegurança e vulnerabilidade.

Os números e a trajetória que os liga permitem não só uma fotografia da miséria, mas também um retrato do que os governos fizeram a esse respeito. Serve até de exame para um diagnóstico do bem estar ou do mal estar que as políticas econômicas podem causar à nossa sociedade.

Descritivamente: esta linha sinuosa decresce em ritmo forte em 1994 e 1995, quando estaciona. Depois de 1995, a queda deixa de ter continuidade e, salvo pequenas oscilações, os patamares de miséria ficam estáveis pelos sete anos seguintes, até 2002. Depois de 2003, ocorre uma nova trajetória descendente e, desta vez, sustentada, pois se mantém em queda ao longo de sete anos.

Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995).
O gráfico desmente categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos, principalmente aqueles que são mais entusiastas do que analistas e, a cada 5 anos, comemoram o aniversário do plano como se fosse alguém da família.

O Plano Real conseguiu reduzir a miséria apenas pelo efeito imediato e inicial de retirar do cenário econômico aquilo que é conhecido como “imposto inflacionário”: o desconto compulsório, que afeta sobretudo as camadas mais pobres, ao devorar seus rendimentos. Retirar a inflação do meio do caminho foi importante, mas insuficiente.

No governo FHC, a miséria alcançou um ponto de estagnação. Uma estagnação perversa, que deu origem, por exemplo, à teoria segundo a qual muitos brasileiros seriam “inimpregáveis”. Para o discurso oficial, o problema da miséria entre uma parte dos brasileiros estaria, imaginem, nos próprios brasileiros. A expressão era um claro sinônimo de “imprestáveis”: pessoas que não tinham lugar no crescimento pífio daqueles 8 anos. Era um recado a milhões de pessoas, do tipo: "não há nada que o governo possa fazer por vocês". "Se virem!"

O governo Lula iniciou uma nova curva descendente da miséria no Brasil e a intensificou. Sua trajetória inicial foi mais íngrime do que a verificada no início do Plano Real e, mais importante, ela se manteve em declínio ao longo do tempo. Por trás dos números e da linha torta, está o regate de milhões de brasileiros.

A razão que explica essa trajetória está no conjunto de políticas sociais implementadas por Lula, como o Fome Zero, o Bolsa Família, a bancarização e os programas da agricultura familiar, além da melhoria e ampliação da cobertura da Previdência.

No campo econômico, além de proteger as camadas sociais mais pobres da volta do imposto inflacionário (estabilidade macroeconômica), houve uma política sistemática de elevação do salário mínimo e, a partir de 2004, patamares mais significativos de crescimento econômico, com destaque nas regiões mais pobres, que cresceram em ritmo superior à média nacional - em alguns casos, superior ao ritmo chinês.

O governo FHC, sem políticas sociais robustas e integradas e com índices sofríveis de crescimento econômico, exibiu uma perversa estabilidade da miséria. Se lembrarmos bem, ao final de seu mandato, a economia projetava inflação de dois dígitos, os juros (Selic) superavam os 21% ao ano (haviam batido em 44,95% em 1999), a crise da desvalorização cambial fizera o dólar disparar, as reservas estavam zeradas e o País precisara do FMI como avalista. Por isso se pode dizer que a característica principal do Governo FHC não foi propriamente a estabilidade macroeconômica. Foi o ajuste fiscal e a estabilidade da miséria.

Por sua vez, a tríade crescimento, estabilidade e redução da miséria, prometida por Lula na campanha de 2002, aconteceu. Se alguém tinha alguma dúvida, aí está a prova.

(*) Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.

Fonte: www.cartamaior.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

Noroeste Paulista confirma apoio a Dilma e Mercadante !



Um grande encontro regional do PMDB e PT foi realizado em Jales no dia 17 de julho, neste evento estiveram mais  de duas mil pessoas que foram apoiar a candidatura de Dilma à Presidência da República e também de Aloizio Mercadante ao Governo do Estado de São Paulo. O evento foi realizado no Jales Clube/Campus III – Centro Universitário de Jales. Estiveram presentes no encontro também os candidatos ao Senado pelo Estado de São Paulo, Marta Suplicy e Netinho. Estiveram presentes também ministros como Wagner Rossi e também Alexandre Padilha, entre tantas outras lideranças regionais, como prefeitos, vereadores e vários dirigentes de partidos e sindicatos. Forão mais de 145 municípios presentes, mais de 30 prefeitos e vices, mais de 90 vereadores e mais de 90 presidentes de partido, fora ainda os dirigentes de sindicatos e representantes de diversas áreas do funcionalismo público que apoia Dilma e Mercadante.

Na Abertura o prefeito fez uma saudação e enfatizou algumas qualidades de Dilma. “Como ministra, ela afastou o risco do apagão energético em nosso país que ocorria antes do governo Lula. Além disso, ela ajudou o presidente Lula a superar a crise financeira internacional”. Parini também resumiu para Mercadante “O sentimento dos chefes dos municípios em relação às eleições deste ano. “Fomos tratados a pão e água pelo governo do estado. Mercadante, seu gabinete atendeu mais prefeitos em Brasília do que os governadores tucanos. O sentimento dessas eleições é de dar o troco, elegendo você Mercadante, o Governador de São Paulo”, afirmou.
O Candidato ao Senado, Netinho também falou: “O nosso Lula escolheu você Dilma, e se ele escolheu, todos nós a escolheremos. Você é nossa presidente”, afirmou Netinho (PCdoB-SP). Marta Suplicy enfatizou que Dilma continuará as ações do governo Lula. “A Dilma manterá os três eixos do nosso governo: Inclusão Social, infraestrutura e soberania”, afirmou a candidata ao senado Marta Suplicy (PT-SP).
Dilma e Mercadante receberam o apoio de prefeitos de diversos partidos. Mercadante e Dilma agradeceram a presença. Mercadante disse que no seu governo haverá dialogo com todos independente do partido o qual é filiado, seguindo o exemplo do presidente Lula e da Ministra Dilma. “Enquanto eu era senador, eu nunca disse “me apoie que eu vou te ajudar”. Sempre ajudei porque era minha responsabilidade como senador. O que eu fazia era a política que a ministra Dilma e Lula definiram que seria a política do governo”, afirmou Mercadante. Citando o prefeito de Tanabi, José Francisco de Mattos Neto, filiado ao DEM, mas apoiador dos candidatos do PT, Mercadante pediu uma salva de palmas à coragem dos prefeitos presentes e foi solidário aos apoiadores que não compareceram.“Muitos queriam vir e estão conosco no trabalho, mas sentem ameaça de expulsão partidária e a máquina do governo dizendo: se for, não tem apoio”, disse. A candidata à presidência, Dilma Rousseff e os candidatos ao Senado, Netinho de Paula e Marta Suplicy também saudando o apoio dos prefeitos, além de lideranças de todo o estado.

Em seu discurso, Dilma ressaltou as qualidades do candidato a vice-presidente, Michel Temer (PMDB). “Competente, capacitado, um vice que não é improvisado”, definiu.
O candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, engrossou o coro dos elogios à Temer. “É um grande cacique do PMDB, que têm História, que têm luta”.
Temer salientou que a união dos partidos os levará a ganhar as eleições. “Quando vejo aqui presente a grande maioria do PMDB de São Paulo e a quase totalidade do PT, penso: Dilma, nós temos que nos acostumar com a vitória”, pontuou, sob aplausos. Michel Temer, ainda disse que têm uma “alegria cívica extraordinária”, porque sabe que encerrará a vida pública “ao lado de uma grande presidente”.


Dilma também afirmou que São Paulo merece sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014. “Mais que merecer, tem todas as condições, tem experiência em sediar grandes eventos”, explicou. “Me estranha muito que nós não protestemos sobre essa história de São Paulo não abrir a Copa do Mundo. Tenho certeza que o povo não vai deixar, no dia 3 de outubro, que isso ocorra.”
Já o candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, criticou os pedágios nas rodovias paulistas. “A minha política é acabar com o abuso dos pedágios, porque isso tá acabando com uma parte da economia do interior”, disse, sob aplausos, Mercadante. “Hoje, 443 municípios têm só 5% do PIB do estado”, afirmou o petista.
Propostas para SP
Durante discurso no encontro do PMDB, Mercadante também defendeu a interiorização do desenvolvimento paulista. Segundo ele, incentivos fiscais e um fundo de financiamento viabilizarão o crescimento dos pequenos municípios do estado.
Mercadante também garantiu que vai rever os contratos de concessão dos pedágios. Ele citou o alto custo da viagem entre São Paulo e Jales que, no trajeto de ida e volta, custa R$ 123,10.
 Mercadante ainda lembrou que existe uma crise na Segurança Pública de São Paulo e lembrou o governo FHC, quando o Ministério da Justiça teve nove ministros em apenas oito anos. "É só ver como terminou a questão da polícia federal quando nós chegamos. Nenhuma vaga em presídio de segurança máxima no país e não havia nenhum programa de formação de policiais", avaliou.
De acordo com o senador, o principal problema na segurança pública no Estado de São Paulo está dentro dos presídios. "A Polícia Militar prende dois presídios por mês e faltam 11 mil agentes penitenciários. Fora das muralhas do presídio o tráfico de drogas hoje é dominado por facções criminosas. O crack que está destruindo parte de uma juventude é patrocinado e organizado por essas facções criminosas. Hoje há um grande déficit de presídios no estado de São Paulo há uma rebelião de prefeitos contra os presídios".
Mercadante reafirmou que é preciso investir cada vez mais na formação e no salário da categoria. "O salário da policia hoje em São Paulo é pouco mais da metade do que recebe um policial do Piauí e do Sergipe. Precisamos de mais policiamento ostensivo e aproximar a polícia da comunidade. Vamos humanizar a polícia. Teremos um governo participativo, aberto ao diálogo, um diálogo que tem faltado com a polícia em São Paulo nosso governo vai sempre manter".
Os municípios, na avaliação de Mercadante, estão ficando sobrecarregados e com responsabilidades que não são deles, inclusive na área de segurança. "Em Campinas são quase mil homens pra suprir a deficiência do policiamento do estado. Só na Polícia Militar faltam seis mil homens no efetivo. Havia um concurso em 2007, o governo suspendeu e isso está transferindo a responsabilidade na segurança. O caminho é fortalecer a PM e a Policia Civil, a começar pelos salários dos policiais. É assim que nós vamos reconstruir a política de segurança em São Paulo.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Vem ai 5° VIDE FEST GOSPEL dia 17 de Julho na Usina Eventos!




Foi dada a largada para a 5ª edição do Vide Fest Gospel

Já foi dada a largada e estão em ritmo acelerado as preparações para a 5ª edição do Vide Fest Gospel, evento comandado pela VIDE – Igreja Batista da Comunidade, que acontecerá as 22 horas do sábado, dia 17 de julho, na Usina Eventos, em Jales.
A festa que começou pequena e modesta, idealizada pelo grupo de jovens da vide no ano de 2006, tomo proporções maiores e se transformou em um dos mais tradicionais eventos gospel de Jales e região, sendo incluída, inclusive, no calendário anual de eventos da própria cidade.
O Vide Fest Gospel não é um evento só para evangélicos. Ele abrange toda a sociedade com o intuito de levar a palavra de Deus através da música e mostrar que alegria e a diversão não está escondida dentro de drogas lícitas (Álcool, cigarros) ou ilícitas. É a revolução de um evento que através da música gospel, vem abrangendo todas as classes sociais e repercutindo positivamente na região. “Em 2009 recebemos mais de 1100 pessoas que compartilharam os mesmos propósitos: adorar a Deus,
impactar a região e declarar ao mundo o único Deus onipotente, onipresente e onisciente”, revelou um dos organizadores, Hilton Marques, o Hilti.
Esta 5ª edição do evento reunirá grandes atrações gospel da atualidade. Os prata da casa, a Banda Vide Atitude, que vem amadurecendo e se consolidando no mercado a cada dia, abrirá a programação. Formada por Bê Lopes, Ellen Shumiski, Émerson Shumiski, Érica Lopes, Anselmo Burgese, Helinho Burgese e Thiago, a banda se apresenta no Vide Fest Gospel desde sua primeira edição.
A segunda atração a se apresentar vem de Três Lagoas – MS. Adorasoul está fazendo história em sua cidade e deverá conquistar o público presente no principal movimento evangélico de Jales.
Para encerrar a programação, os Militantes, banda que evoluiu muito desde a época em que começou em 1997, quando ainda se chamava Protestantes e fazia um punk rock básico e bem humorado como os Ramones, marcará presença. Além das mudanças de formação e de nome em 2001, três álbuns foram gravados: “Tudo Vai Mudar”, de 2002, “Escute O Que Eu Digo e Faça Como Eu Faço”, de 2004 e finalmente o DVD e CD, gravado ao vivo no Olympia em São Paulo em 2005, “Mais ao Vivo do Que Nunca”, que saiu em 2006, todos pela Gospel Records. O reconhecimento veio logo: destaque nas principais publicações da cena, música nas rádios, videoclipe exibido na MTV e em outros programas musicais e o mais importante, shows lotados como no SOS da Vida Gospel Festival e a Marcha para Jesus, onde tocaram para dois milhões de pessoas. A banda é formada por Cleber (vocal e baixo), Kako (bateria), Fabinho (guitarra) e Fábio Custódio (guitarra e backing). Eles já são, sem dúvida, uma verdadeira expressão da música que vem atingindo fortemente não só os evangélicos, mas toda a sociedade brasileira.
Além do árduo trabalho de uma Comissão Organizadora, com o apoio dos jovens do ministério Vide Atitude e de todos os membros da Vide, o 5º Vide Fest Gospel só se tornou possível graças ao patrocínio de empresas como Alpha - Indústria Metalúrgica, Antena Som e Iluminação, Auto Posto Ideal, Caldeirão – Restaurante Self-Service, Implalife Biotecnologia, Rossafa Veículos e Stop Car Polimentos.
Se você ainda não adquiriu seu convite, corra, porque os ingressos serão limitados. Antecipadamente eles custam R$7 e no dia do evento, custarão R$ 10. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones 17 3632 7771 ou 17- 9732 3051 ou também através
das redes sociais do Vide Fest Gospel:


Orkut: 5º VIDE FEST GOSPEL


CONFIRA A BANDA MILITANTES:

VIDEOS:  A VERDADE
                        UM OUTRO LUGAR
                         TUDO VAI MUDAR
                         CARETA FELIZ
                         PERDÃO
                         MOTIVO ESPECIAL
                         VELHO HOMEM
                         LUZ DO MUNDO
                         MAKING OFF DVD
  

Mariana Valadão Anuncia Gravidez ! Muito Massa!

“Tudo aquilo o que eu sonhei, eu vou realizar…”
Ao som da canção “Vou Realizar”, Mariana Valadão anunciou oficialmente na tarde desta quarta-feira, 26 de maio, a sua tão sonhada gravidez. Após três anos casada com o também pastor Felippe Valadão, a cantora viajou para os Estados Unidos para comemorar o aniversário de casamento. Ainda em terras estrangeiras teve a confirmação da tão esperada notícia. “Além da palavra do meu próprio médico dizendo que eu estava ‘pronta’ para ser mãe, tivemos confirmação do Senhor por meio da boca de tantas pessoas. Sabíamos que era chegado o tempo do nosso primeiro filho”, conta Mariana Valadão.
Apesar da alegria imediata, Mariana explica que aguardou o tempo oportuno para compartilhar a notícia da chegada de mais um bebê na família Valadão. “No domingo do Dia das Mães fiz um teste de farmácia lá nos Estados Unidos. Foi um grande presente. Nos últimos meses a gestação do nosso primeiro filho foi algo muito sonhado e orado por nós. Não contei para ninguém até chegar no Brasil e fazer um exame de sangue. Aleluia!!! O exame foi positivissímo”, afirma alegremente Mariana.
Após os exames rotineiros desta primeira fase da gravidez, Mariana e o bebê estão na mais perfeita saúde. A previsão para a chegada do mais novo integrante da família valadão é para 10 de janeiro. Enquanto isso, a agenda de eventos da cantora continua intensamente. “Estou me sentindo tão bem! Não tenho enjoo, tenho dormido bem, tudo está na mais perfeita ordem. Até a chegada do nosso bebê continuo cumprindo cada uma das agendas e ministrando com muita alegria por onde quer que o Senhor nos levar”, afirma.
Fique ligado! Em breve, mais notícias da gravidez da pastora Mariana Valadão e também informações sobre a gravação do DVD.




Confira o video com a Mariana: Mariana Valadão Anuncia Gravidez, que Deus Abençoe Muito!
Fonte: www.marianavaladao.com
Elisandra Amâncio
Assessoria de Imprensa Mariana Valadão
amanciopress@gmail.com

sábado, 22 de maio de 2010

Inclusão social no Brasil cresce mais que PIB, revela estudo !



A inclusão social no Brasil- especialmente a partir de 2003, com o governo Lula- tem progredido em ritmo mais acelerado do que o do crescimento econômico. Estudo divulgado ontem no XXII Fórum Nacional, do Instituto Nacional de Altos Estudos, sediado no Rio de Janeiro, mostra que entre 2001 e 2008, o Índice de Inclusão Social (IIS) cresceu em média 5,3% ao ano, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) per capita teve uma média de 2,3% no período.



O estudo, elaborado pelo diretor técnico do Fórum, Roberto Cavalcanti de Albuquerque, criou o IIS com base em parâmetros como emprego e renda, educação e acesso a computador, televisão e telefone.



Os dados, na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), revelam na prática todos os esforços do governo Lula no sentido de promover a inclusão social de milhares de brasileiros que em governos anteriores ficaram à margem das políticas públicas.



"Com o governo Lula, tivemos o maior processo de inclusão social de nossa história. Isso é resultado da política de distribuição de renda implantada pelo governo petista. Essa política é multiplicadora, alimenta o crescimentoo econômico com inclusão social em todas as regiões brasileiras", comentou Vicentinho.



Inclusão



Na análise do deputado José Airton Cirilo (PT-CE), as políticas sociais inclusivas do governo Lula vão muito além do crescimento econômico. "Estamos falando de desenvolvimento humano. O governo Lula tem focado, desde o início do seu governo, a redução do quadro histórico de desigualdade e disparidade social do Brasil. As pesquisas mostram que estamos no caminho certo", avaliou. O parlamentar citou o programa Luz para Todos como um dos mais impactantes na vida das populações mais isoladas. "A universalização do acesso à luz elétrica tem trazido milhares de famílias do século 19 para o século 21", disse.



Estudo



O estudo de Roberto Cavalcanti avaliou a inserção social em 50 áreas geográficas, considerando as cinco regiões do país em seu aspecto rural, urbano e metropolitano, e ainda os 26 estados e o Distrito Federal. O lugar mais bem avaliado foi o Sul metropolitano (que corresponde às grandes Curitiba e Porto Alegre), que registrou IIS de 8,30. Isso o classifica entre as dez áreas de inclusão média-alta (entre 7,50 e 8,50). Depois vem Santa Catarina (8,25) e o Distrito Federal (8,16). São Paulo tem um índice de 7,87 e o Rio de Janeiro 7,52, na décima posição. Nenhuma região teve índice considerado alto (superior a 8,50). A média de todo o país foi 6,56.



De acordo com o estudo, o campo foi o lugar onde há mais exclusão. O IIS do Brasil rural foi 4, o 48°-pior da lista. As menores taxas foram as do Nordeste rural (3,14), e do Norte rural (3,75). A melhor colocação de uma área rural foi 32°, com o Sul rural (5,68). O estado menos inclusivo é Alagoas (4,36).



Os números mostram, porém, que é na área rural que a exclusão social tem diminuído mais rapidamente. O índice do Brasil rural cresceu em média 9% ao ano entre 2001 e 2008 e o do Nordeste rural, 7,9%. No Sul metropolitano, o ritmo foi de 4,2% no período. No Brasil, o ISS variou 5,3% ao ano.



Fonte: http://www.ptnacamara.org.br/

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Adultos de 30 a 39 anos só têm mais dois dias para tomar vacina contra H1N1



Campanha de imunização termina na próxima sexta-feira. Brasil já aplicou mais de 15% do total das doses de vacina distribuídas no mundo.

O Brasil já aplicou mais de 15% de todas as doses de vacina contra H1N1 distribuídas em todo o mundo. Até a última sexta-feira, 57 milhões de brasileiros dos grupos prioritários foram até os postos de saúde para receber a vacina. O último grupo prioritário, composto por adultos de 30 a 39 anos, tem até sexta-feira para se imunizar. Dos 30 milhões de pessoas nessa faixa etária, o Ministério da Saúde pretende vacinar pelo menos 24 milhões, ou seja, 80%.

Nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste também está em curso a vacinação contra gripe comum para idosos. Eles também têm até o dia 21 de maio para procurar os postos de saúde e receber a dose, antes da chegada do inverno. Esta etapa, que começou mais tarde nessas regiões devido ao atraso na entrega das vacinas pelo Instituto Butantan, já vacinou quase 9 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

É importante lembrar que os idosos portadores de doenças crônicas também devem ser imunizados contra a gripe H1N1. O Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios que ainda não atingiram as metas de vacinação contra H1N1 montem estratégias para vacinar os públicos-alvos cuja cobertura não atingiu os 80% preconizados.

Os profissionais de saúde e as crianças menores de 2 anos já superaram a meta e vacinaram 100% do público-alvo. Nos demais grupos, o Ministério da Saúde contabiliza a vacinação de 86% dos portadores de doenças crônicas (18,1 milhões), 66% das gestantes (2 milhões) e 75% de adultos de 20 a 29 anos (26,4 milhões). No grupo de 30 a 39 anos, 8 milhões de doses foram aplicadas até o momento, o equivalente a 27% da meta. A ampliação da estratégia para os adultos de 30 a 39 anos, anunciada em fevereiro, considerou o grupo com maior número de hospitalizações e mortes depois daqueles priorizados nas etapas anteriormente definidas.

As gestantes que ainda não se vacinaram também podem procurar os postos de vacinação. Além disso, os responsáveis por crianças entre 6 meses e menores de 2 anos devem ficar atentos para aplicar a segunda meia dose da vacina, feita trinta dias depois de tomada a primeira.

INTERNAÇÕES – Em 2010, foram registradas 540 internações por gripe H1N1, até o dia 8 de maio. Desse total, 60,5% apresentavam pelo menos uma condição de risco para gravidade, e 17,5% eram mulheres grávidas. Em relação às mortes, um total de 64, as mulheres correspondem a 75% do total e as gestantes, a 30%.

No ano passado, de 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram, ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total). As crianças menores de dois anos tiveram a maior taxa de incidência de complicações no ano passado (154 casos por 100 mil habitantes). E, finalmente, os adultos entre 30 e 39 anos, que representam a maior parcela de mortes – 22% do total.


Outras informações
Atendimento à Imprensa

(61) 3315 3580 e 3315 2351

Fonte: http://portal.saude.gov.br

Por que o PiG (*) sofre tanto com o Irã

Deu no blog do Leandro Fortes:

Não verás Lula nenhum

Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.
A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponib ilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.
Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em como destituí-lo de toda glória, de reduzí-lo a um analfabeto funcional premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares. Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro, como se fosse possível enganar o futuro com notícias de jornal.
Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam, simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e construtivo. Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso, dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na universidade por meio de uma cota racial.
Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico, mas escrava da própria indigência intelectual.

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