quarta-feira, 4 de março de 2009

GOVERNO LULA CAMINHO CERTO!

Os avanços do país durante o governo Lula criam uma grande expectativa, por parte da população, de que esse projeto tenha continuidade depois de 2010.

"O povo reconhece que o Brasil hoje é melhor que o Brasil de 2002. O povo reconhece que conseguimos afirmar a soberania do Brasil. O povo percebe que o governo Lula olha na mesma altura, sem subserviência, para outros países. Então acredito que haja uma grande expectativa em relação à continuidade do governo Lula."

Lembrando que a Dilma Rousseff fala que não é candidata a presidência da República, mas ressalta que seria “uma satisfação” poder concorrer.

O Brasil está pronto para ter uma mulher na Presidência. "Acredito que somos um país com um certo tipo de relação com as questões que podemos chamar de mais libertárias muito forte. Acho que estamos prontos para eleger uma mulher, um índio, um negro. Até pela composição, o país tem esse compromisso com uma maior igualdade.

Oposição sem projeto

A oposição, refiro-se ao DEM e ao PSDB, que entraram com representação na Justiça na qual acusam Lula e Dilma por suposta propaganda eleitoral antecipada, em encontro com prefeitos realizado em Brasília, no mês passado.

"Eu não vejo por que considerar procedente (a representação)", disse. "É uma tentativa da oposição, que não se manifesta apresentando projetos, de interditar a ação governamental."

PAC

Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros representantes do governo estiveram nesta segunda-feira em Campinas, para inaugurar a primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto Capivari 1.

A obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vai beneficiar diretamente 60 mil habitantes, elevando o índice de esgoto tratado na cidade para 80%. Com o início da operação, 100 litros de esgoto por segundo deixarão de ser despejados no rio Capivari.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SALÁRIO MÍNIMO REDUZ CRISE

Reajustado neste mês em 6,4% em termos reais, o novo salário mínimo de R$ 465 injetará diretamente na economia R$ 21 bilhões pelos cálculos do Ministério do Trabalho e será um importante instrumento de política anticíclica nestes tempos de crise, segundo especialistas. Permitirá, dizem, manter algum dinamismo em setores que dependem da expansão da renda, como o de alimentos.
Para Fábio Romão, economista da LCA, o aumento do mínimo, aliado à inflação menor neste ano, vai sustentar o consumo de alimentos e outros bens semi e não-duráveis (como roupas, calçados e produtos de limpeza e de higiene pessoal) e amortecer o impacto da crise tanto na produção como no emprego. O reajuste real também terá mais peso nas regiões onde a penetração do mínimo é maior, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Antes mesmo do aumento total de 12,05% do mínimo, o desempenho dos setores ligados à renda já destoava do resto. De outubro a dezembro, a indústria geral registrou tombo sem precedentes em crises anteriores, de 19,8%. Mas, em alimentos, a queda foi suave -0,7%, a menor dos ramos.
Só registraram expansão bebidas (0,2%), também dependente da renda, e outros veículos automotores (20,1%), por causa da fabricação de aviões encomendados antes da crise, contra queda de 54% na produção de veículos, diz o IBGE.
Isabella Nunes, do IBGE, diz que os ramos ligados à renda já tiveram resultados um pouco melhores nos três últimos meses de 2008 -quando a indústria sentiu, progressivamente, o forte baque da crise.
"A indústria desabou em dezembro, mas a renda ainda sustenta um pouco os não-duráveis." Em dezembro, a produção da indústria geral caiu 14,5% ante dezembro de 2007 -a maior retração desde 1991. Naquele mês, outro ramo ligado à renda, a indústria farmacêutica, cresceu 11,7%.
Para Nunes, uma eventual estabilidade do mercado de trabalho e o efeito do reajuste do salário mínimo jogarão um papel importante para definir o rumo da economia neste ano.
Já Romão vê o mínimo como um "amortecedor" da crise, mas que não impedirá uma desaceleração do ritmo da atividade. Regionalmente, os Estados do Nordeste já registraram em dezembro resultados "menos ruins", diz Romão, justamente por causa do maior peso das indústrias de semi e não-duráveis. Tiveram recuos abaixo da média de 14,5% as indústrias de Pernambuco (-6,2%) e Ceará (-3,9%). Goiás registrou expansão -1,1%-, impulsionado pela indústria de alimentos, cujo peso é de 66% no Estado.
"Sentiremos a crise, mas menos que os outros setores. A produção deu pequena desacelerada, mas estamos otimistas. A indústria de alimentos deve crescer 3% no ano, e o aumento real do mínimo ajudará o consumo", diz Denis Ribeiro, da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação).
Segundo Ciro Mortella, presidente da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica), o setor ainda não sente o impacto da crise na produção, mas também não deve ficar inume. "Seremos afetados, mas em menor escala."

Folha de S. Paulo

Lula: Brasil vai se transformar em um grande produtor e exportador de pescado

Ao comentar visita ao estado de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (16) que espera que o Brasil seja não apenas auto-suficiente na produção de peixes, como um grande exportador da indústria de pescado. Em Recife, ele visitou, na semana passada, a primeira fazenda marítima brasileira.

“Em alguns anos, vamos nos transformar em um grande produtor de pescado. Hoje, o povo brasileiro come, em média, sete quilos de peixe per capita por ano. Outros países comem nove, dez, até 12 quilos. Precisamos pescar mais para incentivar o povo brasileiro a comer mais peixe e para que a gente possa fazer com que o Brasil tenha na sua balança comercial um saldo positivo, exportando pescado para o mundo desenvolvido.”

Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele destacou que a expectativa é de que sejam produzidas 10 mil toneladas de peixes “genuinamente brasileiros” por meio de 48 tanques instalados na fazenda marítima de Recife. Segundo Lula, o governo pretende ainda capacitar pescadores artesanais da região para a criação de espécies como o bijupirá.

“Fizemos um marco regulatório que esperou 15 anos e agora estamos tanto nos rios, nas represas e nas hidrelétricas quanto no mar, autorizando áreas para que as pessoas possam criar peixes. O benefício maior é o conhecimento científico e tecnológico do Brasil em uma área nova. Espero que outros exemplos aconteçam em outros estados para que o Brasil possa se tornar um grande produtor de peixe.”

Sobre sua visita ao Ceará, o presidente afirmou que mais de mil famílias estão assentadas na região e usufruindo da plantação de mamão, de girassol e também da produção de peixes. A renda mensal, segundo Lula, chega a quase R$ 800. “Você tem sempre alguma coisa para estar vendendo no mercado”, disse ele.

“É um exemplo que queremos continuar incentivando no Brasil. É por meio dessas coisas que você leva para os pequenos produtores, nos lugares mais longínquos do Brasil, que você consegue ter o desenvolvimento e dar um salto de qualidade na vida das pessoas

Transnordestina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou durante o programa que o início das obras da ferrovia Transnordestina representa “uma revolução” no Nordeste brasileiro.Ele lembrou que o projeto envolve vários estados por meio da construção de 1.728 quilômetros de ferrovia.

“Por ali você vai transportar toda a produção da região, de um estado para outro. Por trás da ferrovia, vê-se o desenvolvimento das cidades. Como queremos gerar emprego e distribuir renda, ficou acertado que vamos trabalhar o mais intensamente possível para entregar a rodovia. Gerar empregos e renda em uma região que precisa”, afirmou Lula.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Aprovação de Lula chega a 84% e bate novo recorde histórico, mostra pesquisa

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (3) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu uma nova aprovação recorde da população. Segundo o levantamento, 84% aprovam o desempenho pessoal do presidente. É a melhor avaliação já atingida por um ocupante da presidência desde o início da pesquisa, em 2001.

Na última pesquisa, em dezembro passado, a avaliação pessoal de Lula era de 80,3%. Quando Lula assumiu o governo, em janeiro de 2003, sua aprovação pessoal era de 83,6%.
A avaliação do governo Lula também bateu recorde. O levantamento revela que, para 72,5% dos entrevistados, a gestão do presidente é positiva, o que aponta para um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

Na outra ponta, apenas 6,4% dos entrevistados consideram o governo negativo. Para 21,5% do público, é regular.
A série histórica da pesquisa destacou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca conseguiu manter a rejeição a seu governo abaixo do 23%.

Otimismo
A pesquisa mostra ainda que, apesar do intenso noticiário sobre os efeitos da crise internacional no país, a maioria dos brasileiros se mostra otimista quanto ao futuro. De acordo com as respostas de 2 mil entrevistados, 65,4% acham que o ano de 2009 será melhor que o de 2008. Somente 17,7% acreditam que o ano que vem será igual a 2008, enquanto 12,4% responderam acreditar que será pior.
Segundo a pesquisa, 57% dos brasileiros têm acompanhado a crise financeira mundial. Destes, 37,9% dos entrevistados dizem que o Brasil está preparado para lidar com o problema, e 40% pensam o contrário.
Quando a pergunta é se o país sairá fortalecido da crise em relação a outros países, 41,9% responderam que sim, enquanto 27,5% disseram que sairá enfraquecido e 20,1% consideram que o país continuará “igual”.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Novo teto para entrada no Bolsa Família elevará em 1,3 milhão número de atendimentos

O aumento no teto da faixa de renda para ingressar no Bolsa Família vai representar 1,3 milhão a mais de famílias beneficiadas neste ano, segundo informou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O governo decidiu na quarta-feira (28) elevar de R$ 120 para R$ 137 o limite de renda mensal per capita das famílias beneficiadas.Com isso, em 2009, o governo gastará com o programa R$ 549 milhões a mais. O total que seria pago pelo Bolsa Família neste ano, calculado em R$ 11,8 bilhões, passou, com aumento, para R$ 12,3 bilhões.

Atualmente, 11 milhões de famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família. Com o aumento, o programa passará a abranger 12,3 milhões no decorrer deste ano. A inclusão das novas famílias será feita de forma escalonada. Em maio, serão incluídas 300 mil. Em agosto, 500 mil e mais 500 mil em outubro.

A decisão política de ampliar o programa foi tomada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Também estavam presentes os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, além de técnicos da área econômica.

O governo mexeu no valor da renda, mas não alterou o valor do benefício pago. Continua valendo o benefício básico de R$ 62 para as famílias consideradas miseráveis, com renda mensal de até R$ 60 por pessoas.

O benefício variável de R$ 20 foi mantido para as famílias com renda mensal per capita de até R$ 137. Pago às famílias com filhos de até 15 anos, no limite de até três filhos nessa faixa etária, o benefício é complementar aos valores estabelecidos pelo programa, que variam de R$ 20,00 a R$ 182,00.

O governo também manteve o benefício variável vinculado ao adolescente, equivalente a R$ 30. Esse valor é pago a todas as famílias do programa com adolescentes de 16 e 17 anos matriculados na escola – o limite é de até dois filhos nessas condições.

Ainda não foi definido o mecanismo a ser utilizado para alteração da regra de acesso ao programa, nem quando o aumento da faixa se tornará oficial.


Agência Brasil

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Governo libera R$ 100 bilhões para BNDES financiar investimentos no país

O Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) traz publicada a medida provisória que libera R$ 100 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na quinta-feira (22) decisão de se fazer o aporte de R$ 100 bilhões do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos vão beneficiar os projetos nos setores de gás, petróleo, energia elétrica, máquinas e equipamentos e investimentos industriais. Os projetos a serem aprovados pelo BNDES às empresas devem explicitar quantos empregos serão gerados.

“Os empresários que contavam com recursos no mercado internacional e não têm conseguido recursos por conta da crise financeira poderão recorrer ao BNDES”, disse. Com a liberação de recursos anunciada hoje, o BNDES terá um orçamento total de R$ 166 bilhões neste ano para operações de crédito.

Segundo o ministro, o dinheiro para o BNDES virá na forma de títulos públicos e de superávit financeiro do Tesouro, que receberá de volta o dinheiro no futuro. O superávit financeiro é o dinheiro que o governo economiza para pagar os juros da dívida pública (superávit primário), mas que fica parado no caixa.

O BNDES terá de pagar 70% dos R$ 100 bilhões com a correção de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais um prêmio 2,5% ao ano, o que resulta numa taxa final de 10,75% ao ano. Os 30% restantes do aporte ao BNDES serão corrigidos pelo custo de captação de recursos do Tesouro Nacional no exterior (em torno de 6% ao ano). “É assim que enfrentamos a crise, com a manutenção de investimentos”, disse Mantega.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Salário Mínimo vai subir 12% !

O reajuste de 12% no salário mínimo nacional deve injetar cerca de R$ 27 bilhões na economia em 12 meses, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os cálculos, feitos pela entidade levam em consideração um contigente de mais de 43 milhões de pessoas que têm seu rendimento referenciado no mínimo.

A medida provisória autorizando o aumento dos atuais R$ 415 para R$ 465 a partir de 1 fevereiro pode ser assinada nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo sindicalistas que participaram de reunião com o governo na segunda-feira (19). "É uma boa notícia em tempos de turbulência. Trata-se de mais um elemento anticíclico da crise", comenta do coordenador de educação do Dieese, Nelson Karan.

Se confirmado, o novo valor garantirá um ganho real de quase 6%, o maior desde 2006, quando o aumento foi de 13,04%. No ano passado, essa variação foi menor, de 4%, com reajuste nominal de 9,21% e inflação de 4,98%, de acordo com dados do Dieese.

A combinação de aumento maior do salário mínimo e taxas menores de inflação deve evitar uma forte desaceleração do rendimento de 2008 para 2009. O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, prevê uma expansão de 2% para o rendimento do trabalho neste ano, após alta de 2,6% em 2008.

"Além disso, o período de competência do mínimo será antecipado de março em 2008 para fevereiro neste ano. Será um valor maior sendo pago antes", afirma. A expectativa é ainda de uma redução da pressão inflacionária neste ano. Após elevação de 5,9% no ano passado, o IPCA deve encerrar 2009 com uma alta de 4,8%.

A LCA prevê que o grupo alimentação e bebidas, que tem maior peso no orçamento da população de baixa renda, apresente aumento de 5,6% neste ano, ante taxa superior a 10% em 2009. "É claro que ritmo de atividade será menor. Na nossa avaliação, a indústria e a construção civil são os principais setores afetados, mas comércio e serviços devem desacelerar em menor proporção pois estarão apoiados no consumo interno", afirma.

Política de valorização
Com a elevação em 2009, o ganho real acumulado de abril de 2002 a fevereiro deste ano deve chegar 45%, resultado de um aumento nominal de 132% e uma inflação de 60%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), segundo Karan.

O coordenador do Dieese afirma que a valorização do mínimo decorre das negociações feitas entre centrais sindicais e governo. Em 2007, ficou estabelecido que o salário mínimo passaria a ser reajustado pela inflação e o aumento pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Além disso, a política prevê a antecipação da data base de sua correção, a cada ano, até ser fixada em janeiro, o que acontecerá em 2010.

"Em 1995, o salário mínimo comprava uma 1,02 cesta básica. No ano passado, ele correspondia a 1,74 cesta. É uma diferença importante no poder de compra", afirma Karan.

Portal Terra

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Paulistão 2009

Soberano nas últimas cinco edições do Campeonato Brasileiro, quando arrematou a taça de campeão com Santos (2004), Corinthians (2005) e São Paulo (2006, 2007 e 2008), o futebol paulista é considerado um dos mais fortes do país. Por consequência, seu campeonato estadual figura entre os mais difíceis e equilibrados do território nacional.

Às vésperas do início de mais um Paulistão, os integrantes da elite, sejam eles os chamados ‘grandes’, como Santos, Palmeiras, Corinthians, Portuguesa e São Paulo, ou os ‘azarões’, como Marília, Botafogo, Barueri, São Caetano e Santo André, estão se movimentando para reforçar seus elencos e entrar com o pé direito na primeira competição oficial de 2009.

A ‘fonte’ mais explorada por grande parte dos times paulistas foi justamente um centro que há muito tempo não é rotulado como principal força do país, mais pela desorganização fora de campo do que pelos talentos que possui dentro das quatro linhas: o Rio de Janeiro.

À exceção do Palmeiras, que preferiu apostar nas revelações de Salvador e Curitiba, trazendo jogadores como Marquinhos, Williams, Keirrison e Maurício, mas tem no grupo os cariocas Wanderley Luxemburgo, Lenny e Diego Souza, os demais grandes do estado reforçaram seus elencos com jogadores que estavam na capital carioca na última temporada.

Para o técnico Wanderley Luxemburgo, os ‘novos paulistas’ têm tudo para fortalecer ainda mais o já alto nível do campeonato. “Acredito na adaptação rápida desses jogadores no futebol paulista, pois alguns deles, como são os casos do Washington e do Lúcio Flávio, já tiveram experiências em outros estados”, comentou, citando a passagem do novo centroavante do São Paulo e do meia contratado pelo Santos pelo futebol do Paraná.

“Os jogadores de outros estados, como do Nordeste, encontram mais dificuldades em São Paulo. Até pelo estilo de vida mais descontraído do carioca, é mais fácil a adaptação deles aqui”, completou o atual treinador tricampeão paulista.

Timão ‘Fenomenal’

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Ronaldo Fenômeno
Principal contratação do Corinthians, Ronaldo ainda deve demorar para estrear no Paulistão

O Corinthians, empolgado com o retorno à Série A do Brasileirão, dará ao Paulistão um sotaque não apenas carioca, mas ‘fenomenal’. Revelado pelo Social Ramos, Ronaldo ‘Fenômeno’, ainda juvenil, jogou pelo São Cristovão, de onde partiu para o Cruzeiro e, de lá, para conquistar fama mundial.

Apesar de não ter atuado profissionalmente por nenhuma equipe grande do Rio, o jogador é o principal ícone da ‘legião carioca’ que invadiu São Paulo ao final de 2008 e, sem dúvida, o grande nome do futebol paulista e brasileiro para a temporada.

Perto de fazer sua estreia nos campos paulistas, Ronaldo garantiu estar pronto para as cobranças. “Não tenho medo de atuar no futebol paulista. Jogarei sempre que o treinador me escalar, sem exigência nenhuma”, prometeu.

O ‘Fenômeno’ também não teme os gramados castigados que costumam caracterizar os duelos contra os times de menor expressão no Paulistão. “Sou humilde demais para me negar a jogar em qualquer campo. Quando eu era criança, jogava na rua, em cima do paralelepípedo e descalço. Perdia quase todas as unhas do pé”, brincou. “Além disso, na Europa também há muitos campos ruins”, completou o ex-atleta, que já desfilou seu talento por campos da Holanda, Itália e Espanha.

Ao seu lado, os conterrâneos Túlio e Jorge Henrique, ex-destaques do Botafogo, tentarão levar o Timão ao seu 26º título estadual. “Quando estava no Rio de Janeiro, eu tinha a clara impressão de que o futebol paulista era mais organizado. Sem dúvida, está mesmo à frente do futebol carioca. O futebol de São Paulo é o que tem o melhor nível e poder jogar aqui representa um orgulho e uma felicidade muito grande para mim”, admitiu Túlio.

Sua felicidade em defender o Corinthians é tanta que o jogador admitiu o desejo de encerrar sua carreira com a camisa do Alvinegro. “Tenho 32 anos e devo jogar futebol só por mais estes dois anos (tempo do contrato com o clube). Espero que eles sejam recheados de títulos, e, por isso, vim para o Corinthians, pois acredito que vamos brigar para ser campeões em todas as competições já em 2009”.

Base do algoz

Tricampeão nacional, o São Paulo foi buscar no maior algoz da temporada passada três nomes de peso para tentar abocanhar o título que não vê desde 2005. Do Fluminense, chegaram para reforçar o Tricolor do Morumbi o lateral-esquerdo Júnior César, o volante Arouca e o atacante Washington.

Agora ‘paulistas’, Júnior César e Arouca não têm dúvidas sobre a diferença entre o futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro. “São Paulo é o centro do futebol brasileiro e é claro que esse foi um dos motivos que me trouxe”, admitiu Arouca. “O futebol paulista é o de maior visibilidade do Brasil e o mais competitivo”, emendou Júnior César.

Assim como os antigos companheiros de Laranjeiras, o atacante Washington, que já defendeu as cores da Ponte Preta, enalteceu a chegada de reforços de alto nível para a disputa do Paulistão. “Todas estas contratações que estão chegando nos grandes times estão sendo muito boas. E quem ganha é o torcedor de São Paulo. Com certeza podem esperar grandes jogos porque é um campeonato com grandes jogadores”.

Também vieram do Rio de Janeiro o lateral-direito Wagner Diniz, rebaixado à Série B com o Vasco da Gama, e o zagueiro Renato Silva, que recebeu sondagens de Santos e Corinthians antes de trocar o Botafogo pelo São Paulo.

Na Vila, novo ‘maestro’

Se não conseguiu levar Renato Silva para reforçar sua defesa, o Santos obteve sucesso em outras frentes e desfalcou dois clubes cariocas em 2009. Do Botafogo, vieram o lateral-esquerdo Triguinho, opção para uma eventual saída do titular Kléber, e o meia Lúcio Flávio, contratado para ser o maestro do setor.

Após uma passagem frustrante pelo São Paulo e de ter vivido altos e baixos no São Caetano, Lúcio Flávio sonha em vestir a camisa dez e, em sua volta ao futebol paulista, fazer jus ao uniforme que já trajou o melhor jogador de todos os tempos: Pelé.

“Não sou digno de amarrar as chuteiras do Pelé, pois nada se compara a ele, mas, no Botafogo, tive a chance de usar a camisa sete, que foi do Garrincha. Se eu puder usar a dez que foi do Pelé, serei um privilegiado”, comentou.

Sobre as diferenças entre o futebol paulista e o do restante do país, o ex-jogador do Botafogo foi direto: “O Campeonato Paulista é diferente, pois as equipes do interior sempre montam bons times e começam a trabalhar bem antes. Isso deixa a competição bastante equilibrada e disputada”.

Também desembarcaram na Vila Belmiro o polivalente Madson, um dos poucos destaques do Vasco na campanha que culminou com a queda da equipe para a Segunda Divisão Nacional, e Luizinho, lateral-direito reserva de Léo Moura no Flamengo. Na linha ofensiva, Roni, que estava no futebol japonês mas viveu sua melhor fase defendendo o Fluminense, briga com o equatoriano Bolamos para ser o novo parceiro de Kléber Pereira.

A Portuguesa de Desportos, rebaixada novamente para a Segunda Divisão no Campeonato Brasileiro, quer usar o estadual para mostrar que ainda é um dos grandes times do estado. Para isso, manteve Estevam Soares no comando e o experiente Athirson, ex-Flamengo e Botafogo, na lateral esquerda, além de buscar o volante Ygor no Fluminense e renovar o empréstimo de Felype Gabriel junto ao Flamengo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Brasil é o único em 35 países a escapar de forte desaceleração econômica, diz OCDE

As perspectivas econômicas para o Brasil continuam mais positivas do que para os países ricos e outras grandes economias emergentes, como a China, Índia e Rússia, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta segunda-feira (12) em Paris. A organização prevê que o Brasil é o único dos 35 países analisados no novo Indicador Composto Avançado que não deverá registrar forte desaceleração econômica nos próximos seis meses.

"Os Indicadores Compostos Avançados em relação a novembro de 2008 sinalizam uma desaceleração profunda nas sete grandes economias mundiais e para as grandes economias que não são membros da OCDE, principalmente a China, a Índia e a Rússia", afirma o relatório.

Já em relação ao Brasil, como havia previsto no início de dezembro passado, com dados relativos a outubro de 2008, a OCDE estima que o país deverá registrar apenas uma "leve desaceleração" de sua atividade econômica.

Apesar disso, o Indicador Composto Avançado em relação ao Brasil caiu 1,1 ponto em novembro na comparação com os dados do mês anterior e está 2,9 pontos abaixo do nível registrado há um ano.

Mas o Brasil é o único do grupo das 29 economias que integram a OCDE e os seis países não-membros da organização analisados neste último relatório que ultrapassa a barreira de 100 pontos, utilizada como referência para classificar o nível de atividade econômica dos países.

Neste novo indicador, o Brasil totaliza 101,2 pontos, enquanto os demais 34 países estão abaixo dos 100 pontos. No relatório anterior, o Brasil registrava 102,3 pontos.

Segundo a metodologia para o cáculo do índice, os países que registrarem queda, mas mantiverem o indicador acima de 100 registram "leve desaceleração". Os que tiverem redução de atividade econômica e ficarem abaixo de 100 pontos recebem a classificação de "desaceleração", que pode ser caracterizada como forte em função do número de pontos perdidos.
Para calcular o Indicador Composto Avançado, a OCDE leva em conta vários indicadores econômicos de curto prazo ligados ao Produto Interno Bruto (PIB), como a produção industrial, por exemplo.
Outros países

A queda de 1,1 ponto registrada pelo Brasil em novembro é, no entanto, menor que a de outras grandes economias emergentes. O Indicador Composto Avançado da China diminuiu 3,1 pontos em novembro e está 12,9 pontos abaixo do nível verificado há um ano.
No caso da Índia, a queda foi de 1,2 ponto em novembro, mas totaliza 7,6 pontos na comparação anual. A Rússia registra a maior queda entre os grandes emergentes que não são membros da OCDE, com uma redução de 4,3 pontos em novembro e de 13,8 pontos na comparação com os últimos 12 meses.

Para os países que integram a OCDE, a queda em novembro foi de 1,3. Na comparação com o nível registrado em novembro de 2007, a redução é de 7,3 pontos.

Os Estados Unidos totalizam uma queda de 1,7 em novembro e estão 8,7 pontos abaixo do nível verificado há um ano.

Nos países da zona do euro, o indicador diminuiu 1,1 ponto em novembro passado e está 7,6 pontos abaixo do total registrado na comparação anual, segundo a OCDE.

Fonte: BBC Brasil